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O Trono de Gelo #2: Kael e os elfos sangrentos

O Trono de Gelo #2: Kael e os elfos sangrentos

•Lore•Brendo Arruda

Série "O Trono de Gelo" — O Trono de Gelo #2. A história do Warcraft III: The Frozen Throne, da fuga de Illidan até Arthas se tornar o Lich King. Os episódios estão em ordem no fim do post.

Este é o capítulo da campanha em que nasce a ideia dos elfos sangrentos que você conhece no WoW. Em Curse of the Blood Elves, o príncipe Kael'thas Sumassol (Kael'thas Sunstrider) tenta lutar ao lado da Aliança e é tratado como traidor. A origem dos blood elves, como povo à parte dos elfos superiores, passa por aqui: pelo desprezo de um comandante humano, pela ajuda dos naga e por uma fuga para outro mundo.

Um povo sem lar

Na Terceira Guerra, o Flagelo de Arthas atravessou Quel'Thalas. O rei Anasterian morreu, a capital foi devastada e a Nascente do Sol (Sunwell) foi usada para trazer Kel'Thuzad de volta como lich. A fonte de magia que sustentava os elfos havia milhares de anos foi perdida.

Kael'thas, filho de Anasterian, estava em Dalaran, onde era membro do Kirin Tor. Quando voltou, encontrou o reino em ruínas.

Ele juntou os sobreviventes que podiam lutar. A maior parte do povo ficou em Quel'Thalas, sob a guarda do patrulheiro Lor'themar Theron, nomeado regente. Kael levou os guerreiros para Lordaeron, para continuar a guerra contra o Flagelo.

Para aprofundar: Quel'Thalas, os blood elves e a restauração do Sunwell.

Por que "elfos sangrentos"

O nome veio de Kael. Em The Frozen Throne, ele explica que os poucos que restaram passaram a se chamar elfos sangrentos, em homenagem ao povo assassinado. Mais tarde, eles assumem o nome sin'dorei, que lembra o sangue derramado e a linhagem real.

Mas o nome não era a única mudança. Desde a queda da Nascente do Sol, os elfos sentiam uma fome estranha, que eles ainda não entendiam.

Garithos e o desprezo pelos elfos

Em Lordaeron, Kael passou a servir sob o grão-marechal Othmar Garithos, que liderava o que restava das forças humanas. Garithos lutava pelo controle das ruínas de Dalaran contra o Flagelo. E desprezava abertamente quem não era humano.

Quando Kael chega atrasado ao acampamento, Garithos o repreende. Em vez de mandá-lo para a batalha, ordena que os elfos consertem três observatórios na margem leste. Kael protesta: eles são guerreiros, não pedreiros. Garithos não muda de ideia.

A primeira ajuda de Vashj

Para chegar a uma ilha no Lago Lordamere (Lordamere Lake), Kael precisa de barcos. O estaleiro goblin tinha sido destruído por carniçais. Então aparece Lady Vashj com seus naga e oferece os barcos.

Kael aceita e termina a missão. Quando volta, Garithos descobre que ele lidou com os naga. Para o grão-marechal, os naga são "inumanos" e devem ser esmagados como qualquer inimigo. Ele chama a atitude de Kael de traição e manda o príncipe aguardar ordens.

Um pacto sombrio

A segunda missão deixa a armadilha mais clara. Garithos manda Kael destruir um grande exército morto-vivo antes que ele marche sobre Dalaran. Ao mesmo tempo, leva quase todos os soldados para a frente de batalha. Kael fica praticamente sem tropas. A resposta do mensageiro de Garithos é curta: "sejam criativos".

O exército do Flagelo, comandado pelo senhor do medo Dalvengyr, cerca os elfos. Mais uma vez, Vashj surge do lago e oferece ajuda. Kael aceita, mesmo sabendo o que Garithos pensa dos naga. Juntos, eles retomam as bases perdidas e matam Dalvengyr.

A fome por magia

Depois da batalha, Vashj conversa com Kael. Ele conta da fome que o povo sente desde que perdeu o reino. Vashj dá um nome a isso: um vício em magia, que não pode mais ser saciado porque a Nascente do Sol se foi.

Ela sugere usar magia demoníaca. Kael recusa, pelo menos no começo. Mas a ideia fica. É a semente de tudo o que os elfos sangrentos vão fazer em Terralém.

A prisão em Dalaran

Os cavaleiros de Garithos veem guerreiros naga indo embora. É a prova que o grão-marechal queria. Ele ignora as explicações de Kael e manda prender todos os elfos sangrentos.

Kael e os seus vão para as masmorras de Dalaran, para esperar a execução. As celas foram feitas pelo Kirin Tor, e a magia dos elfos não funciona lá dentro. Um guarda conta que Garithos pretende executá-los ao amanhecer.

A fuga pelas masmorras

Vashj aparece de novo, saindo da água verde da prisão. Ela mata dois guardas com raios e abre a cela de Kael.

Então faz uma proposta. Na cidade acima, existe um portal aberto por Kel'Thuzad para trazer Archimonde a Azeroth. Do outro lado, o mestre dela espera: Illidan. Ele pode dar aos elfos um novo destino.

Kael não aceita seguir um demônio de olhos fechados. Mas primeiro é preciso fugir. Ele liberta seus quatro tenentes, enfrenta as criaturas experimentais do Kirin Tor e luta até a saída. No último portão, está o carcereiro Kassan, um velho amigo de Kael. Kassan se recusa a deixá-los passar, e Kael e Vashj precisam matá-lo.

A travessia para Terralém

Os elfos correm até o portal. Vashj avisa que Garithos vai atacar. Kael fica para trás, segurando os humanos enquanto o seu povo atravessa.

Do outro lado, está Terralém (Outland), o que sobrou de Draenor. Os elfos sangrentos deixam Azeroth como fugitivos da Aliança. Eles vão voltar a Northrend como exército de Illidan.

Para aprofundar: The Burning Crusade em ordem: Illidan, Kael'thas, Vashj e o destino de Terralém.

O que isso muda na história

Esta campanha marca a ruptura entre os elfos de Quel'Thalas e a Aliança. Garithos não é o único culpado, mas a prisão dos elfos vira símbolo de como os humanos os trataram depois da guerra. Anos depois, os sin'dorei entram na Horda.

Ela também mostra o problema central dos elfos sangrentos: o vício em magia. É essa fome que leva Kael a Illidan, depois à Legião, e que faz os elfos de Silvermoon drenarem magia de onde puderem.

Linha do tempo do episódio

  1. Quel'Thalas cai, e Lor'themar fica como regente.
  2. Kael leva os guerreiros para lutar sob Garithos.
  3. Vashj empresta barcos a Kael no Lago Lordamere.
  4. Sem tropas, Kael aceita a ajuda dos naga e mata Dalvengyr.
  5. Garithos prende os elfos nas masmorras de Dalaran.
  6. Vashj liberta Kael, que mata Kassan na fuga.
  7. Os elfos sangrentos atravessam o portal para Terralém.

Quem é quem neste episódio

| Nome | Quem é | |------|--------| | Kael'thas Sumassol | O príncipe de Quel'Thalas, líder dos elfos sangrentos. | | Othmar Garithos | O grão-marechal humano que despreza os não humanos. | | Lady Vashj | A feiticeira naga que ajuda Kael em nome de Illidan. | | Dalvengyr | O senhor do medo que comanda o Flagelo perto de Dalaran. | | Kassan | O carcereiro de Dalaran, velho amigo de Kael. | | Lor'themar Theron | O regente deixado em Quel'Thalas. |

Onde ver isso no WotLK

  • Silvermoon City e Eversong Woods: a capital e a região inicial dos blood elves.
  • Tempest Keep (The Eye): a raid em Netherstorm onde Kael'thas é enfrentado no Burning Crusade.
  • Alterac Mountains: a cratera onde ficavam Dalaran e suas masmorras.
  • Dalaran, em Northrend: a cidade reconstruída pelo Kirin Tor, que deixa de ser palco da prisão e vira capital neutra.

Perguntas frequentes

Por que eles se chamam elfos sangrentos?

Kael escolheu o nome em homenagem ao povo morto na queda de Quel'Thalas.

Por que Garithos prendeu Kael'thas?

Porque Kael aceitou a ajuda dos naga. Garithos chamou isso de traição.

Como os elfos fugiram de Dalaran?

Lady Vashj os libertou e os levou ao portal aberto por Kel'Thuzad para Archimonde.

O que é o vício em magia dos elfos?

A fome que eles sentem desde a perda da Nascente do Sol, a fonte de magia de Quel'Thalas.

Série "O Trono de Gelo"

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