Zul'Aman é a capital dos trolls Amani, e a raid do patch 2.3 conta a última guerra de Zul'jin: com a Horda ocupada em Terralém, ele prendeu o poder dos loa nos seus campeões para se vingar de Quel'Thalas. Os heróis entram na cidade, derrubam os avatares dos deuses-animais e matam o próprio Zul'jin.
Este post fica no TBC e na raid. A história do império inteiro, dos tempos antigos até Midnight, está em Amani: o maior império troll.
O que é Zul'Aman?
Zul'Aman é uma fortaleza e cidade-templo no sudeste de Quel'Thalas, no norte dos Reinos do Leste. É a capital da tribo Amani, os trolls da floresta. A área principal dos templos se chama Atal'Aman.
A cidade é muito antiga. Por volta de 16.000 anos antes do Portal Negro, na guerra contra os aqir, os Zandalari e seus aliados fundaram um assentamento no lugar onde mataram o C'Thrax Kith'ix. Esse assentamento cresceu até virar a cidade-templo.
Na época das Guerras Troll, cerca de 2.600 anos antes do Portal, o império Amani era o mais poderoso dos Reinos do Leste. Os altos elfos de Quel'Thalas e os humanos de Arathor o derrotaram numa grande batalha. Os Amani nunca mais saíram da província de Zul'Aman, mas guardaram o ódio por milhares de anos. Para piorar, Silvermoon foi construída sobre antigas terras sagradas dos trolls.
Quem é Zul'jin?
Zul'jin é o senhor da guerra dos Amani. Ele uniu as tribos da floresta derrotando os líderes rivais em combates, corridas e outras provas. Os ataques dele contra Quel'Thalas eram tão eficientes que os Farstriders, os patrulheiros élficos, o viam como o inimigo mais odiado.
Para Zul'jin, os elfos eram usurpadores que roubaram as terras dos Amani. Ele torturava elfos capturados, entre eles o patrulheiro Lor'themar Theron, tentando descobrir como quebrar as defesas mágicas do reino.
Na Segunda Guerra, Zul'jin foi preso por humanos perto de Durnholde. Orgrim Doomhammer o libertou e ganhou a lealdade dele, e os Amani lutaram com a Horda contra Quel'Thalas. Esse capítulo está em Segunda Guerra #12: queimem tudo!.
Como Zul'jin perdeu o olho e o braço?
Quando Orgrim largou o cerco de Quel'Thalas para atacar Lordaeron, Zul'jin ficou exposto. Ele foi cercado perto do lago Darrowmere.
Halduron Brightwing o capturou e decidiu levá-lo a Silvermoon para ser julgado por Lor'themar, em vez de executá-lo na hora. Os homens de Halduron torturaram Zul'jin por horas e arrancaram um dos olhos dele.
Um grupo Amani tentou resgatá-lo e feriu Halduron. Para se soltar, Zul'jin cortou o próprio braço com uma lança largada no chão. Ele nunca regenerou nem o olho nem o braço. A wiki sugere duas explicações: uma maldição dos loa, ou uma escolha dele para lembrar para sempre a crueldade dos elfos. No trailer do patch, ele resume tudo numa frase: "Da elves took my eye."
Por que Zul'jin voltou a atacar no TBC?
Depois que a Horda perdeu a Segunda Guerra, os Amani se isolaram. Quando o Flagelo invadiu Quel'Thalas, Zul'jin aproveitou e atacou os vilarejos élficos enfraquecidos em Eversong Woods e na Ghostlands (Terra Fantasma). Ganhou pouco. Os elfos, agora chamados elfos sangrentos, resistiram.
Ele recuou para Zul'Aman e reconstruiu o exército com poder sombrio. Então veio a notícia que o enfureceu: os elfos sangrentos tinham entrado na Horda, a mesma Horda que ele ajudou na guerra. Zul'jin declarou guerra contra as duas facções.
A volta dele só foi descoberta quando uma expedição da Aliança em busca de tesouros entrou em Zul'Aman. Só uma pessoa sobreviveu, e ela contou tudo aos elfos sangrentos.
O plano de Malacrass: prender os loa
O conselheiro de Zul'jin era o Hex Lord Malacrass, um feiticeiro da tribo Vilebranch. Ele estudou como os altos sacerdotes Zandalari se ligavam aos loa, os deuses-animais dos trolls. A ideia dele era prender o poder dos loa do mesmo jeito que os elfos tinham prendido um naaru.
Zul'jin queria a bênção dos loa. Os deuses recusaram. Então ele mandou Malacrass prender os loa e colocar o poder deles dentro dos guerreiros Amani mais fortes. Um desses guerreiros era Man'ye, filho de Zul'jin, que recebeu a essência da águia Akil'zon.
O próprio Zul'jin passou a usar os espíritos dos quatro deuses e a tomar a forma deles. O preço foi alto: por causa disso, os loa abandonaram todas as tribos Amani. Eles só voltaram décadas depois, quando a neta de Zul'jin, Zul'jarra, passou pelas provas e pagou pelos pecados do avô. Essa parte é contada em Legacy of the Amani.
Se você quer entender o que são os loa, leia Deuses Selvagens e Loa.
A raid de Zul'Aman: quem é quem
A Horda não queria uma guerra em duas frentes, com a Legião em Terralém e os trolls em casa. Então mandou campeões para matar a liderança Amani dentro de Zul'Aman.
A raid chegou no patch 2.3.0, The Gods of Zul'Aman, em 13 de novembro de 2007. É uma instância de 10 jogadores, de nível 70, ao ar livre, no leste da Ghostlands. São seis chefes:
| Chefe | Quem é | |---|---| | Nalorakk | O avatar do loa urso, o loa da guerra. | | Akil'zon | O avatar da águia, o principal loa dos Amani, preso em Man'ye. | | Jan'alai | O avatar do falcodrago, loa do fogo e da renovação. | | Halazzi | O avatar do lince. | | Hex Lord Malacrass | O feiticeiro que prendeu os loa. | | Zul'jin | O senhor da guerra dos Amani. |
A luta final tem cinco formas. Zul'jin começa como troll e depois vira urso, águia, lince e falcodrago, uma para cada loa preso. Ao entrar na luta, ele grita "Nobody badduh dan me!". Ao morrer, deixa um aviso: "Mebbe me fall... but da Amani empire... never gonna die..."
Budd, Harrison Jones e os reféns
A raid tem um lado de aventura de tesouro.
Na entrada, nas Hatchet Hills, fica Budd Nedreck. Ele convence os heróis a roubar os tesouros dos trolls enquanto matam os chefes. Budd fica do lado de fora e quer a glória para si. Quando recebe o sangue de Zul'jin, joga o frasco num prédio em chamas e se gaba da vitória. Espíritos malignos o atiram no fogo.
Dentro, o arqueólogo Harrison Jones bate o gongo para abrir os portões. Os trolls emboscam Jones assim que a porta abre, mas ele sobrevive.
Os amigos de Budd também estão lá dentro, presos. É o evento com tempo: você começa com 20 minutos, ganha mais 15 ao matar Nalorakk e mais 10 ao matar Akil'zon. No total, são 45 minutos para matar os quatro primeiros chefes. Cada refém salvo abre um baú: Tanzar's Trunk, Harkor's Satchel, Kraz's Package e Ashli's Bag. A gnoma Ashli é a última, presa perto de Halazzi.
Onde ver isso no WotLK
No servidor, Zul'Aman é a raid original do TBC, de 10 jogadores. A versão de 5 jogadores, com o chefe Daakara, só chegou no Cataclysm, no patch 4.1.
- Entrada: no leste da Ghostlands. Budd espera nas Hatchet Hills, do lado de fora.
- Quests de Budd: Promises, Promises..., X Marks... Your Doom!, Hex Lord? Hah! e Blood of the Warlord.
- Evento com tempo: ainda funciona e dá os baús dos reféns. O Amani War Bear, a montaria do quarto refém, foi removido no patch 3.0.2. Desde então, terminar o evento a tempo dá um item épico.
- Harrison Jones em Northrend: ele está preso nas Drakil'jin Ruins, em Grizzly Hills, e você o escolta na quest Dun-da-Dun-tah!. Veja a história de Grizzly Hills.
- Outro povo troll, outra escolha: em Zul'Drak, os Drakkari não prendem os loa, eles matam os deuses para beber o sangue. Compare em Zul'Drak: os trolls que mataram seus deuses.
Para aprofundar: Trolls de Azeroth, The Burning Crusade em ordem e Lor'themar Theron, o regente.
Perguntas frequentes
Onde fica Zul'Aman?
No sudeste de Quel'Thalas, nos Reinos do Leste. A entrada da raid fica no leste da Ghostlands.
Por que Zul'jin odeia os elfos?
Para ele, os elfos roubaram as terras dos Amani e construíram Silvermoon sobre terras sagradas dos trolls. Na Segunda Guerra, os elfos ainda o torturaram e arrancaram o olho dele.
Quem são os chefes de Zul'Aman?
Nalorakk, Akil'zon, Jan'alai, Halazzi, Hex Lord Malacrass e Zul'jin. Os quatro primeiros são avatares dos loa urso, águia, falcodrago e lince.
Dá para pegar o Amani War Bear no WotLK?
Não. A montaria saiu do jogo no patch 3.0.2. O evento com tempo continua, mas o prêmio final é um item épico.
Zul'jin morre em Zul'Aman?
Sim. Os campeões da Horda o matam na raid. Depois disso, os Amani escolheram outro líder, mas isso já é história do Cataclysm.
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